Sempre defendi a ideia de que uma Viagem começa com um sonho. É a idealização, a fantasia, o desejo que nos movem alguns quilômetros distantes de nosso porto seguro. Sonhos infantis, exploradores, algumas vezes, sem sentido.

Sem explicação, já fui a lugares por causa de um pôster, de um filme ou de uma sugestão de alguém. Com explicação, também. O importante é ter sempre um lugar incrível onde explorar, pisar, descansar, tirar os sapatos.

Quando embarco neste sonho, saio por ai caçando dicas, ideias, sugestões, guias, mapas, sites, aplicativos, livros, filmes, estatísticas, história, notícias, tudo que possa alimentar este sonho e me preparar pra explorar ao máximo tudo o que for possível. E ate impossível. (Admito que gosto sempre de deixar atrações inexploradas, caminhos não percorridos, portas abertas para voltar. Detesto partidas.)

Alimentando meus sonhos, vou embarcando na viagem de um jeito tão intenso que quando me dou conta, já estou lá.

Sempre foi assim, até que um dia a viagem “furou”. Planejávamos Uma viagem com as crianças para Aruba e Bonaire, paraísos caribenhos e desejados points de windysurf e mergulho, alem de águas calmas e areia branca para as crianças. E era a baixa estação. Melhor, impossível.
Mas a companhia aérea que havia prometido levar as pessoas até o tão sonhado destino com poucas milhas a mais do que um vôo local, não conseguiu cumprir, pelo menos não com “somente” 3 meses de antecedência, nem mantendo o “valor” em milhas na ida e na volta. Até tentamos fazer uma combinação, mas não foi possível. Eu (nós) tive que aprender a lidar com a frustração (e o guia enorme e caro que tinha comprado e agora zombava de mim na estante – tinha que ser laranja?!).

A solução? Trocar a ilha do Caribe por uma velha conhecida nossa e repetir a dose de 3 anos antes, a fantástica Fernando de Noronha. A bebê não imaginava o que estávamos planejando. Para o meu filho pequeno, nada mudou, ele ia a uma ilha, de avião, ver golfinhos, tal e qual. Para meu marido, perfeito. Ele queria mesmo voltar lá. Já eu… Amo Fernando de Noronha, mas meu coração estava em outros mares.

Não que o novo destino não fosse perfeito, mas como é difícil trocar este sonho e colocar um destino na fila de espera das próximas viagens (sim, quero viajar o mundo e tenho uma gigantesca lista de espera de destinos). Enfim, o tempo e o mergulho no novo destino não me deixaram embarcar nesta depressão-pós-cancelamento de viagem (ou ‘bad trip’) e a viagem não só foi inesquecível como deixou a certeza de que sonhar e sonhar e sonhar é algo necessário para que a viagem seja perfeita, mesmo com os imprevistos que são inerentes. Mas os imprevistos dão um tom especial às viagens, um sabor único. Mas isso é assunto para um novo post.

E quanto a Aruba e Bonaire? Ambos estão na lista, e na estante, esperando a sua vez de acontecer.

Nosso próximo destino já tem uma não viagem: o litoral do Mar Egeu da Turquia. Um roteiro super exclusivo que criei para este ano, mas motivos de força maior nos fizeram adiar a Turquia, que agora (pasmem) também divide espaço com o Caribe.

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