Uma das maiores vantagens de se fazer um intercâmbio para a Europa é poder mochilar e visitar vários países enquanto estuda. Quando me dei conta, meu passaporte estava todo carimbado e eu havia saído do patamar de “nunca saí do Brasil” para “conheço 9 países!”. É uma sensação incrível!

Quando ainda estava em Londres, aproveitei, como disse no post anterior, para viajar para outras cidadezinhas próximas nos finais de semana. Num deles, dei uma esticadinha para a Escócia onde conheci a tão sonhada Edimburgo e fiz um bate-e-volta até o Stirling Castle (aquele do filme do Mel Gibson* em que ele interpreta William Wallace, “Coração Valente”).

(*Mais pra frente, o próprio, aparece em outra história.)

 

Diploma em mãos, muitos amigos, milhares de histórias e o inglês tinindo, pegamos o voo para Paris e lá começou nosso mochilão de trem (aquele passe que permite fazer um determinado número de viagens dentro de 14 dias). De lá, seguimos para Amsterdã, Munique, Viena, Veneza, Roma, Vaticano, Florença, Pisa – de onde vieram meus bisavós maternos -, Zurique, Amsterdã, Paris. Algumas vezes dormimos no próprio trem. Outras, em Bed and Breakfast, hotéis “baratos” ou hostels.

 

Visitamos museus, andamos, andamos, andamos, comemos, rimos, visitamos igrejas, visitamos construções históricas, aprendemos história, geografia e cultura, bebemos, fizemos novos amigos, encontramos o pessoal do intercâmbio (sem querer!), erramos, acertamos e aprendemos.

Naquele tempo não havia o Euro, e isso significava ter que trocar dinheiro no trem ou nas estações de trem, ficar confuso com o dinheiro (saindo de uma moeda que era em números pequenos, como o marco alemão, para uma de números gigantescos, como as liras italianas). Uma loucura!

 

 

Algumas histórias inesquecíveis:

– fui assaltada em Paris: um espertinho aproveitou minha distração e roubou minha máquina fotográfica (a única que tinha) com o filme (!!!) da Escócia;

– encontrei amigos do intercâmbio no mesmo hostel que nos hospedamos em Paris (Le D’Artagnan, muito bom);

– nos perdemos por horas num parque em Amsterdã (erro de cálculo, o parque era imenso);

– deixamos todas as nossas coisas em Amsterdã, num ‘locker’ porque em Paris não tinha onde deixar (ao final da viagem, descobrimos que não podia deixar mais do que 7 dias e levamos a maior bronca, além de passarmos a maior vergonha porque deixamos peças de roupas soltas no armário – imagina a nossa cara quando o guardinha começou a nos entregar: botas, calcinhas, meias usadas…);

– ainda em Amsterdã, compramos um “leite” que na verdade era um iogurte achocolatado – porque não sabíamos falar holandês;

– em Munique uma pessoa na rua, vendo que éramos turistas e estávamos confusas, nos levou por um tour de 20 minutos pelo centro para conhecermos onde estavam os principais pontos (e podermos voltar com calma depois);

– ficamos tristes porque em Veneza estávamos eu e a minha irmã, somente, e o destino era romântico demais para se estar com a irmã (ha, ha, ha);

– encontramos nossos amigos do intercâmbio (de novo, fala sério!) e compartilhamos um quarto com eles em Roma, além de fazermos todos os passeios juntos,

– no Museu do Vaticano (meu sonho era conhecer a Capela Sistina) fizemos a visita toda na companhia de Mel Gibson e seus 6 filhos (infelizmente não conseguimos tirar foto porque o segurança não permitiu – e não havia celular!);

– realizei o sonho de visitar Pisa, de onde saíram nossos bisavós maternos no início do século passado, rumo ao Brasil – e fiz aquela ‘foto-mico’ segurando a torre;

– fui embora querendo ficar.

Se tudo isso que aconteceu e compartilhei nos dois posts não tivesse valido a pena, ainda tive algumas reviravoltas na vida que foram importantes em minha vida e que atribuo a este investimento no Intercâmbio. Quando retornei ao Brasil, meu inglês estava ainda melhor do que quando saí daqui e foi na turma do nível avançado que eu segui meus estudos no Berlitz (eu saltei, praticamente, o nível intermediário inteiro). Também, acabei passando em 2 processos seletivos de programa de trainees. Sem o inglês, nada disso teria sido possível. Mas toda a bagagem que eu carreguei nesta experiência foram essenciais para quem eu sou hoje.

No próximo post eu conto sobre a segunda experiência de intercâmbio. De novo, em Londres.

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Veja também: Guia Completo sobre a Nova Zelândia

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